Bioma Amazônico

Amazônia

O Bioma Amazônico chega ocupar uma área de 4.196.943 Km², que corresponde mais de 40% do território nacional nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. Além do Brasil A Floresta Amazônica perpassa por mais oito países – Peru, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa – sendo, portanto, a maior floresta tropical do mundo com um total de 5,5 milhões de km² de extensão.




Relevo

Amazônia

As planícies são constantemente inundadas pela água dos rios. Na região de planaltos existem algumas serras, como as de Taperapecó, Imeri e Parima.
Compõem o bioma Amazônia planícies (terrenos com pouca variação de altitude), depressões (tipo de relevo aplainado, onde são encontradas colinas baixas) e planaltos (terrenos com superfície elevada).




Clima

Clima Amazônia

Amazônia é uma região bastante úmida e quente, e isso deve-se à existência das florestas, que, por meio da evapotranspiração, perdem água para o meio ambiente. O Oceano Atlântico também é responsável por essa umidade elevada. O clima predominante é o equatorial úmido, com temperatura média de 27,9 ºC, durante a estação de menor umidade, e de 25,8 ºC, na estação de maior pluviosidade.A umidade do ar chega a 88% na época das chuvas intensas, contudo, mesmo na estação seca, essa permanece elevada, chegando a 77%. Em relação à pluviosidade, chove na Amazônia cerca de 1.500 mm a 3.000 mm todos os anos




Hidrografia

Hidrografia Amazônia

A bacia hidrográfica do Amazonas ultrapassa os sete milhões de km² e é formada por cerca de 1.100 afluentes. Estende-se por vários países da América do Sul.
A bacia do Amazonas localiza-se em uma região de planície. Rio Amazonas percorre uma região bastante plana, com uma média de apenas dois centímetros de queda por quilômetro, resultando em cerca de vinte mil quilômetros de percurso navegável, o que foi fundamental para o desenvolvimento da região amazônica e do país.




Vegetação

Vegetação Amazônia

A Floresta Amazônica caracteriza-se por ser heterogênea, havendo um elevado quantitativo de espécies, com cerca de 2500 tipos de árvores e mais de 30 mil tipos de plantas. Costuma-se classificar essa floresta conforme a proximidade dos cursos d’água. Dessa forma, existem três subtipos principais: mata de igapó, mata de várzea e mata de terra firme.
Mata de igapó: também chamada de floresta alagada, a mata de igapó caracteriza-se por se localizar muito próxima aos rios, estando permanentemente inundada. Apresenta plantas de pequeno porte em comparação ao restante da vegetação da Amazônia e que costumam ser hidrófilas, ou seja, adaptadas à umidade. Possui, em geral, raízes elevadas que acompanham os troncos.
Mata de várzea: assim como a mata de igapó, a várzea também sofre com as inundações, porém apenas no período das cheias dos grandes rios, por se encontrar em áreas um pouco mais elevadas. É uma mata muito fechada, com elevada densidade, árvores altas (em média 20m de altura) e, em geral, com galhos espinhosos, o que dificulta o seu acesso.
Mata de terra firme: também chamada de caetê, a mata de terra firme caracteriza-se por se encontrar relativamente distante dos grandes cursos d’água, localizando-se em planaltos sedimentares. Em razão disso, não costuma ser alvo de inundações, recobrindo a maior parte da floresta e apresentando as maiores médias de altura (algumas árvores chegam a alcançar os 60m).




Devastação

Devastação Amazônia

No início do desmatamento da Amazônia, na década de 1970 até o final da década de 1990, as causas estavam associadas aos projetos de infraestrutura implantados na região, como a construção de rodovias, projetos de colonização de algumas áreas, construção de hidrelétricas e também a expansão da mineração.
A partir dos anos 2000, o desmatamento passou a ter como principais responsáveis a expansão do agronegócio e o extrativismo vegetal e mineral, muitas vezes praticados de forma ilegal. A agropecuária promove o avanço do desmatamento à medida que a cobertura vegetal das áreas é retirada, a fim de que se torne pasto ou área agricultável. Além disso, a extração de madeira ilegal, além de crime, é um dos grandes responsáveis pelo aumento do desmatamento na Amazônia.
Outras questões, como o crescimento populacional, também são apontadas como um dos motivos do desmatamento. Novas áreas são povoadas, fazendo com que seja necessária a derrubada das florestas.
A consequência desse desmatamento, provoca desequilíbrio ecológico, ao colocar em risco os ecossistemas nela existentes, empobrecendo o solo e o assoreamento dos rios, além de contribuir para o aumento do aquecimento global e das mudanças climáticas.